Reconfiguração

Uma vez verificada discordância de Hélvio Tamoio da condição de propositor original da Novena, decidiu-se que novo nome seria dado ao trabalho ora em processo de produção, passando a se chamar Células Cênicas, que se compõe de dez cenas (não mais nove), denominadas Células, distribuídas e construídas a partir das seguintes temáticas: Célula 0 – Pró-logando-se. Nascimento e início da jornada da Criatura, investigando (por meio de divisões de si em átomos-personagens) a construção de uma consciência ética sobre suas cismas. Célula 1 – Ritualizando-se. Átomo 1 abre o trajeto de discussão da criatura, apresentando a cisma 1, descrevendo o cenário contemporâneo de perda dos sentidos éticos em torno da relação entre homem e homem, homem e máquina, e homem e natureza. Célula 2 – Consumindo-se. Átomo 2 vivencia o excesso de informação e a sensação de dissolução de si frente ao consumo exacerbado promovido pela disponibilização de objetos virtuais e não virtuais. Célula 3 – Re-produzindo-se. Átomo 3 exercita o poder da produção da informação como elemento catalizador de realidades ora concretas, ora abstratas, sempre impactantes no processo de informar. Célula 4 – Pedagogisando-se. Átomo 4 questiona os valores e estruturas do processo educacional, abordando o conhecimento de si como uma chave para o reconhecimento de sua formação humana. Célula 5 – Libertando-se. Átomo 5 debate o conhecimento como resultante de processo dialógico sempre em situação de confronto, amigável ou não, do sujeito e o outro da interação, ou dos mundos entre si. Célula 6 – Reencenando-se. Átomo 6 reflete sobre as representações sociais dos indivíduos, suas máscaras e funções, desejos e aflições, buscando entender uma dimensão de sabedoria presente. Célula 7 – Arqueologizando-se. Átomo 7 busca emergir de uma visão antepassada, renovando-se pelo processo de imersão em uma história e projeto civilizatório carente de um equilíbrio entre o aprendizado e sua finalidade: o saber como ação. Célula 8 – Redesdobrando-se. Átomo 8 desdobra-se em uma dimensão cósmica, observando além dos laços da matéria, mirando-se na convergência entre homem e uma pretensa sabedoria eterna. Célula 9 – Revolucionando-se. A Criatura retorna, integrando-se depois de sua trajetória, observando o que lhe resta: revolucionar o que lhe desagrada e provoca cismas inconsoláveis, ou destrutivas.

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