Origem

Em setembro de 2017, Hélvio Tamoio reuniu um grupo de pessoas, sugerindo a construção de um espetáculo de forma colaborativa, no qual cada elemento desse grupo trouxesse objetos culturais (textos, vídeos, imagens, filmes, etc...) que pudessem inspirar a produção de textos autorais sobre o contexto político-cultural daquele momento. Diante das sugestões, formulei uma proposta de estrutura do conteúdo reunido na forma de uma novena, dividindo o material em nove seguimentos, denominados Mistérios, assumindo o papel de dramaturgista e diretor da encenação. Uma vez estruturado, iniciamos o processo de ensaio que colapsou, quatro meses depois, com a saída de Hélvio de São Carlos, e desistência gradativa da maior parte do elenco. Restando apenas quatro dos componentes originais – mais a cooperação autoral de Doni Silva -, seguiram-se estudos dramatúrgicos visando refinamento da proposta. Esses encontros se deram ao longo de 2018 e meados de 2019, suspendendo, então, suas atividades. Em abril de 2020, em pleno confinamento, fiz convite à Nádia Stevanato para uma reformulação do trabalho, dentro de uma ótica mais atual e em uma modalidade audiovisual, do que resultou a produção de uma outra concepção e a produção de nova dramaturgia, excedendo a manutenção da poesia de Doni Silva, mantida como estruturante do trabalho todo, um texto clássico, inspirador da primeira cena, e dos textos da atual quarta cena e da poesia da última cena.

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